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Nem era uma curva muito fechada, e o velocímetro marcava apenas 60 km/h. Mas, de repente, o Astra passou sobre uma lâmina de água e tudo mudou. A água, que deveria escoar para as laterais, subiu e acertou em cheio o para-brisa. Com isso, encobriu completamente a visão do motorista, enquanto o carro perdia a trajetória da curva e seguia pela tangente. Só não atingiu nenhum automóvel em sentido contrário porque toda a ação foi feita em uma pista fechada, para simular condição de aquaplanagem. "Todo carro de passeio está sujeito à aquaplanagem", diz Mário Pinheiro, engenheiro responsável pela pista de testes da Bridgestone, em São Pedro, interior de São Paulo. O que pode variar é quando o veículo vai hidroplanar, e basicamente o que define isso é a condição dos pneus. Para chegar à resposta, fizemos uma simulação na pista da empresa, com pneus novos, "meia-vida" e no fim da vida. Nem chegamos a utilizar pneus completamente "carecas", porque o risco de aquaplanagem ocorre muito antes disso. Alternando os três jogos de pneus entre os eixos dianteiro e traseiro de um Astra (a escolha foi aleatória), é como se tivéssemos conduzindo carros diferentes. O momento exato em que o carro começa a perder aderência está reproduzido no gráfico da página 111, que mostra a velocidade e o ponto em que o automóvel perdeu aceleração lateral. Para as medições, utilizamos aparelhagem da marca inglesa Racelogic, e contamos com o auxílio do piloto Cesar Busato, do campo de provas da Bridgestone.
Fonte: AutoEsporte
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